Ficou uma impressão de que as idéias do OSHO sobre os opostos carecem comentários.
Aproveito os escritos de Gibran, pg. 27 e 28 de O PROFETA, edição não numerada e sem data em poder deste blogueiro.
"Então uma mulher disse: Fala-nos da ALEGRIA E DA TRISTEZA.
Respondeu o profeta:
Vossa alegria é vossa tristeza desmascarada.
O mesmo poço que dá nascimento a vosso riso foi muitas vezes preenchido com vossas lágrimas.
Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração e achareis que o que vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.
E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que na verdade estais chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite.
Eu vos digo que ALEGRIA E TRISTEZA são inseparáveis. Quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama.
Sòmente quando estais vazios que estais em equilíbrio."
Fechadas aspas, agora comento eu.
Somente um louco pode negar a existência e realidade dos contrários.
O frio e o calor, saúde e doença, riqueza e pobreza, claro e escuro, duro e mole, basta soltar a imaginação e ir formando os pares.
Qual é a importância prática de estar consciente dos contrários?
Conviver melhor com a existência deles.
Nosso irmão Affonso que era a alegria da família agora está em uma cadeira de rodas, quase nem fala. Nossa tristeza é provocada pelo mesmo irmão que foi nossa alegria.
Se visito minha casa de praia e tenho problemas com o caseiro, meu dissabor tem origem na mesma casa de praia que me proporciona tantos confortos.
E vai por aí a fora.
Assim digitou o Zecão no primeiro dia de outubro de 2007.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
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4 comentários:
Será que vc vai me convencer - através do Gibran - que a Antonina é a fonte de minhas alegrias e de minhas tristezas?! Não, não, não foi isso que o Gibran quis dizer. Não existe só uma fonte de alegria e de tristeza. Tudo é fonte de alegria e de tristeza, depende do momento e do ponto de vista. Eu respeito muito a filosofia do Khalil Gibran.
E a felicidade total e irrestrita, presente em muitos blogs caóticos passados? Não existe então a felicidade total e irrestrita sem a infelicidade parcial e restrita?
Ora, senhores, ponham os chãos nos pés...
Estou com o Timtim, nem tanto ao mar, nem tanto à terra...
Gosto demias do Khalil Gibran ... lí O Profeta e fiquei maravilhado com o que le diz sobre os filhos ...
Mas confesso que tem algumas coisas que eu não entendo. Talvez porque uso muito mais a cabeça e não suficientemente o coração.
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